Fear the Walking Dead - Review da quarta temporada

Fear the Walking Dead – Review da quarta temporada

O começo da quarta temporada de Fear the Walking Dead mostrou, pela primeira vez, uma sequência da série principal, The Walking Dead. Podemos então dizer que a série, que era um prequel e spin-off, passou a ser uma extensão e até uma continuação de TWD, ao menos no que se refere ao personagem Morgan (Lennie James), que migrou de modo definitivo para FTWD, assumindo o protagonismo.

(spoilers)

A série teve duas fases distintas dentro da temporada. Uma antes do hiato (que ocorreu em meados de junho) e outra após. Claramente os produtores e roteiristas tiverem qua adaptar a história para cederem ao pedido de saída de Frank Dillane (Nick). Esse pedido pode ter atrapalhado o arco, que já tinha uma morte importante prevista, no caso a de outra protagonista da série, Madison, cuja intérprete, Kim Dickens, ao contrário de Frank, não gostou nada de dar adeus ao seu personagem.

Confesso que, apesar de todos os defeitos e com um roteiro sem um norte bem definido, essa temporada me agradou mais que a terrível segunda temporada, por exemplo. A terceira contou com personagens sem muito carisma e uma resolução péssima. Nesse ano novos e interessantes personagens foram introduzidos, como foi o caso de John (Garret Dillahunt ), June( Jenna Elfman) e Al (Maggie Grace).

Fear the Walking Dead - Morgan

Mas a série ainda peca muito nas conveniências. São muitos os exemplos, como quando os personagens ficaram encurralados no topo de um prédio e tiveram a ideia de jogar um corpo lá de cima para acertar um carro e disparar o alarme para chamar a atenção dos walkers. Tudo dá certo logo na primeira tentativa e o carro ainda tem bateria carregada para disparar o alarme. Ou quando estavam todos quase morrendo envenenados e alguém já apareceu com a resposta sobre qual seria a cura na ponta da língua e, coincidentemente, há um caminhão estacionado cheio do antídoto bem em frente onde estavam. Se essa coincidência já pareceu milagre imagina quando aparece mais um caminhão cheio do antídoto? Esses são apenas dois exemplos que fazem a nossa suspensão de descrença sumir, causando incômodo em quem assiste.

O Morgan “paz e amor” de TWD segue com a mesma filosofia aqui, não se importando se coloca em risco a própria vida e a dos companheiros apenas para “salvar uma alma”. Por mais “ninja” e experiente que o personagem seja não deixa de ser injusto a liderança cair no colo dele, que acabou de chegar na série. Alicia (Alycia Debnam-Carey) está muito mais badass após as terríveis perdas que sofreu e poderia ter herdado a liderança de sua falecida mãe. Acho cairia bem nela a liderança.

O desfecho da temporada tem um tom de esperança, com todos unidos tentando continuar o sonho de Madison de criar um local para ajudar as pessoas (obs: essa é uma péssima ideia no meio de um apocalipse zumbi). Sabemos que isso não irá continuar por muito tempo, afinal as ameaças estão sempre presentes em ambas as séries.

Resta aos roteiristas, se não tiverem nenhum imprevisto durante a próxima temporada (já confirmada), continuarem essa história de forma coesa, aproveitando bem os novos personagens. Fica a sensação de que a série ainda não achou seu caminho e nem um elenco fixo, mas está num bom caminho. Aguardemos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s